Relação de Flávio com Vorcaro é vista como 'bomba' na pré-campanha; aliados se dizem traídos
O entorno mais próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia que a divulgação da informação que o banqueiro Daniel Vorcaro financiou filme sobre o ex...
O entorno mais próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia que a divulgação da informação que o banqueiro Daniel Vorcaro financiou filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro a pedido do senador como uma bomba na pré-campanha à Presidência. Aliados próximos do senador dizem se sentir traídos pelo pré-candidato por não terem sido informados em nenhum momento de que havia esse risco da sua candidatura. As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado. Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme "Dark Horse" entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, segundo o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai, diz site A percepção é que o fato é extremamente grave e coloca o Flávio Bolsonaro na defensiva. A avaliação é que agora há poucas opções de substituição e um cenário muito mais difícil. Segundo aliados, se o senador tivesse jogado de forma franca com integrantes da pré-campanha em fevereiro ou março haveria tempo de ter feito uma espécie de troca e poderia ter havido a desincompatibilização do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é governador de São Paulo. Nesse cenário, Tarcísio poderia ser o candidato do grupo político sem esse tipo de contaminação. Aliados próximos ao senador consultados pelo blog disseram que foram surpreendidos pela notícia e que Flávio não tinha contado essa informação. Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Reprodução/Evaristo SA/AFP O temor de aliados é que Flávio fique na defensiva e isso vai acabar "sangrando" a pré-candidatura à Presidência. O senador já está sendo criticado por integrantes da direita, como o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). Zema afirmou que a postura do filho do ex-presidente compromete o discurso da direita contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou. A percepção é que Jair Bolsonaro ainda vai insistir até o limite na candidatura do filho. Flávio pode desidratar, mas não o suficiente para retirar a candidatura e isso isso tira boa parte da competitividade do senador. A percepção é que Jair Bolsonaro dificilmente trocaria nesse momento alguém do sangue dele, no caso um filho, por qualquer outro nome. O que pode acabar acontecendo é a insistência do Bolsonaro em relação ao filho o filho ficar na defensiva durante toda a campanha tendo que se explicar e aí perder a competitividade.